Anac e Polícia Federal investigam voos ilegais de drones no país

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    Pois é …

    de tanto os “idiotas inconsequentes mexerem” já conseguiram chamar a atenção das autoridades. A matéria segue na integra, para que ainda seja tempo dos “principes da boçalidade” se recolham e deixem o HOLOFOTE se apagar, porque do contrário, a atividade esta ameaçada !

    Vejamos:

     

    Agência multa empresa por voo sem autorização e risco à aviação em SP.
    Voo comercial e em cidade é proibido; polícias de 3 estados usam sem aval

    Tahiane StocheroDo G1, em São Paulo

     

    A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) está investigando três casos de voos irregulares de drones (veículos aéreos não tripulados, chamados no Brasil de vants) no país. As provas são repassadas para a Polícia Federal, que abre um inquérito para apurar possível crime de atentado contra a segurança do transporte aéreo.

    Isso porque, atualmente, só quatro modelos civis estão autorizados a operar: dois israelenses, de grande porte, da PF, e outras duas unidades de fabricação nacional, que receberam certificado para realizar voos

    experimentais em maio e em agosto deste ano.

    Segundo a Anac, a Gerência Geral de Ação Fiscal (GGAS) não pode divulgar detalhes dos processos em andamento. A Anac não diz quais são os casos.

    Mas, um levantamento realizado pelo G1 mostra que, apesar da Anac alertar aos órgãos de segurança pública sobre a proibição, polícias de ao menos três estados realizam voos irregulares (leia mais abaixo).

    No último dia 4 de abril, uma quarta investigação da Anac foi concluída: a agência autuou e multou uma empresa do interior de São Paulo que usa os drones com fins comerciais, o que, atualmente, é proibido. O inquérito foi repassado à Polícia Federal, que apura agora se algum responsável pela empresa poderá ser indiciado pelo crime de atentado contra a segurança do transporte aéreo, por ter colocado em risco a segurança de pessoas e carros em terra e outras aeronaves no ar.

    Conforme a agência, todo e qualquer tipo de aeronave não tripulada, independente de peso e altitude de voo, não pode operar sem ter um Certificado de Autorização de Voo Experimental (Cave), que é expedido após avaliação do projeto técnico. Para cada voo também é necessário avisar o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), da Aeronáutica.

    No caso da empresa do interior de São Paulo, a Anac obteve provas de voos irregulares e com fins lucrativos e repassou o material para agentes da PF. A empresa foi notificada administrativamente e autuada em 4 de abril, quando a Anac emitiu um auto de infração. O nome da empresa e o valor da multa não foram divulgados.

    O Código Brasileiro Aeronáutico estabelece para caso de infrações penalidades que vão desde multa até cassação de certificados e habilitações e apreensão. Em novembro de 2012, a agência aumentou o teto da multa por infrações aéreas para R$ 20 milhões.

    Além de empresas que prestam serviços, polícias e outros órgãos públicos e privados estão operando drones irregularmente. Segundo a Anac, a dificuldade de se investigar é porque nem sempre é possível o flagrante e a confirmação da responsabilidade pelo voo, já que o drone, ao contrário de um avião, não possui uma numeração. Outro fator que atrapalha é o fato do Brasil ainda não ter uma legislação sobre o tema.

    Em fevereiro, a Superintendência de Aeronavegabilidade da Anac enviou uma circular aos secretários de Segurança de todos os estados e do Distrito Federal alertando que nenhum voo pode ser feito sem que o avião possua uma Cave. No documento, a agência informava oficialmente os procedimentos que devem ser adotados para o caso.

    Mesmo assim, nos últimos três meses, polícias de Rio de Janeiro, Santa Catarina e Rio Grande do Sul usaram drone sem registro junto à agência. Ouvidos pelo G1, oficiais da PM e delegados afirmam que desconhecem qualquer regra para realizar voo. A Anac afirma que avalia qual caso será investigado com base nas  provas e informações disponíveis.

    Em março, o G1 divulgou um levantamento inédito mostrando que mais de 200 drones estão em operação no Brasil sem que exista regulamentação para o uso civil e comercial destas aeronaves. Desde então, aumentou a pressão para que a Anac faça uma legislação para que drones de pequeno porte possam voar sem restrições.

    Conforme a Associação Brasileira de Indústrias de Defesa (Abinde), há ao menos 15 fabricantes de vants à espera de regulação do tema. ?O que está acontecendo é que todo dia mais se vê drones voando pelos céus das cidades. São emissoras de televisão, empresas que vendem imóveis, construtoras, polícias, todo mundo já quer um drone para fazer filmagem. Há um risco enorme de um acidente?, afirma Antonio Castro, presidente do comitê que discute vants na Abinde.

    A Anac espera finalizar até o fim de 213 uma norma para que possam ser realizados voos não experimentais de aeronaves remotamente pilotadas. Segundo Castro, a ideia da Abinde é  que seja permitido voos de drones de até 2 quilos a uma altitude máxima de até 150 metros.

    Polícias usam avião
    No Rio de Janeiro, o tenente-coronel Ramiro Oliveira Campos, comandante da Polícia Militar em Macaé pegou emprestado com um amigo um drone para uma operação de 15 dias. Com o modelo, que voo a até mil metros, conseguiu prender ?meliantes escondidos em uma área de restinga e lamaçal?.

    “Usamos para monitorar a área e foi de grande ajuda, pois o PM vai sabendo quais armas os traficantes têm, se há crianças por perto, evitando tiroteios?, diz o coronel. Segundo ele, o vant não tem registro. “As pessoas usam isso como aeromodelismo. Qualquer um pode ter um vant destes, não tem que avisar nenhum órgão. Não fomos cobrados por nada até agora”

    No Rio Grande do Sul, a Brigada Militar e a Polícia Civil usaram um drone em julho em uma operação conjunta contra uma facção que domina o tráfico de drogas em Restinga, na zona sul de Porto Alegre, e em Eldorado, na região metropolitana.

    ?Foi uma operação grande, com 15 presos, e a secretaria de segurança fez a contratação da empresa que usou o avião, pois há interesse em comprar um. É um equipamento pequeno, de cerca de 50 centímetros, não tem necessidade de cadastro ou autorização de voo e nos ajudou muito?, diz o delegado Nilton Martins.

    Ele afirmou desconhecer qualquer orientação sobre a necessidade de registro junto à Anac. ?Voamos baixo, a menos de 100 metros de altura. Tinha até um helicóptero nosso voando ali, tomamos cuidado para evitar contato entre os dois?, pondera ele.

    Monitorando suspeitos Já em Santa Catarina, agentes da delegacia de Santa Cecília, no Oeste do estado, prenderam um casal suspeito de tráfico de drogas com a ajuda de um drone. O aparelho foi usado durante uma semana para monitorar o local onde o casal estava O delegado Evandro Luiz Oliveira de Abreu disse que comprou com o drone com dinheiro próprio.
    ?Eu acredito que, hoje, não há mais como fazer investigação sem um desses. Economiza dinheiro com helicóptero e faz um levantamento detalhado para evitar até troca de tiros na hora que invadirmos o local?, defende o delegado.
    ?Subimos com o drone até sumir de vista, acho que uns 300 metros de altura. Nós mesmos operamos aqui na delegacia. Não precisa de registro na Anac nem avisar a Aeronáutica, não. É muito simples?, afirma o delegado Abreu.

    A Anac esclarece que explorar economicamente veículos aéreos não tripulados sem  autorização ou usar aparelhos sem certificação implica em violação às normais atuais e que acompanha os casos divulgados pela imprensa. Se comprovadas irregularidades, os responsáveis serão autuados e multados.

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    Acho que é a hora de nos organizamos para termos força, temos que separar os amadores dos  profissionais e apontar quando necessário os que voam irresponsavelmente.

    Breno
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    A casa caiu….

    E eu era chamado de chato aqui quando uns imbecis postavam voos sobre cidades, sobre pessoas, esta ai o resultado.. O FPVBrasil poderia pra ajudar as pessoas de bom senso e que amam o hobby, separar o joio do trigo.. Nao deixar publicar videos que ferem a seguranca e o bom senso e excluir usuarios que nada contribiu para o hobby.. A turma sensata vem avisando… Alias, os poucos que restaram!!
    Breno
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    Se duvidar vamos todos ser processados por crime de atentado contra a segurança do transporte aéreo. hehehehe

    kkkkkkkkkk

    Israel, lembro do ano passado que eu ate´ em envolvi em uma discussão mais acalorada e recebi muito e-mail privativo me rotulando de “chato” .. pois esta ai o resultado, agora vamos ter que CORRER E ORGANIZAR para não ser “colocado dentro do baláio” …. agora precisamos nos organizar e ver onde atuar para poder usar como hobby, mas de forma autorizada e legalizada … agora é uma necessidade … ORGANIZAR !
     
    Israel Almeida jr disse:

    E eu era chamado de chato aqui quando uns imbecis postavam voos sobre cidades, sobre pessoas, esta ai o resultado.. O FPVBrasil poderia pra ajudar as pessoas de bom senso e que amam o hobby, separar o joio do trigo.. Nao deixar publicar videos que ferem a seguranca e o bom senso e excluir usuarios que nada contribiu para o hobby.. A turma sensata vem avisando… Alias, os poucos que restaram!!
    Eu ha tempos nao comento mais nada aqui no fpvbrasil.. Esta ai a merd… Quem perde?? Nos que gostamos do hobby e o FPVBrasil, pois otimas pessoas deixaram de frequentar o site diariamente..
    Breno
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    Sou praticante de FPV, aeromodelista a 8 anos, e piloto de avião,  então não tiro o meu nome da reta, vou dar minha opinião: TODOS nós que praticamos esse ótimo “esporte” estamos errados e não adianta o pessoal dizer, “-a eu não voo em cima de lugar povoado…” mas o cidadão voa a 1500ft e se der uma pane nessa altura sabe se la onde o aero vai parar, tudo bem o risco certamente diminui mas ele existe, outra coisa que o pessoal costuma falar “-a eu conheço as rotas e horários de aviões…” AAAA blz então vai trabalhar em algum controle aéreo pois nem eles as vezes sabem aonde os aviões estão. Para min a unica maneira de um dia esse voo ser regularizado é determinando áreas proibidas para voos de aviões e helicópteros como existe em áreas de treinamento do exercito. Fora isso a 500 ft ja tem helicóptero passando a qualquer hora.

    Breno
    Membro
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    E outra coisa que  esqueci, se voarmos abaixo dessa altitude (500ft) não conseguimos chegar nem a 1Km.

    Eu e muitas outras pessoas falamos, avisamos, alertamos…
    Agora creio que seja tarde demais!!!
    Pode ter certeza que virá uma MEGA restrição de uso pela frente!!!
    A maneira como tudo está sendo conduzido está sendo igual a história do xenon, que no final restringiram tanto que é quase que praticamente proibido hoje em dia.

    http://m.g1.globo.com/brasil/noticia/2013/09/anac-e-policia-federal-investigam-voos-ilegais-de-drones-no-pais.html

    bom, que a matéria e muito sensacionalista, isso e FATO, mas oque a matéria não disse foi,  porque a ANAC ainda não regulamentou essa atividade? é fácil fazer matérias mostrando apenas um lado, então acho muito importante, nós aqui do FPV BRASIL montarmos uma especie de código de ética para usuários, com o intuito de mostrar para eles que não queremos expor a vida de ninguém em risco, e que somos um grupo organizado, e queremos continuar, na legalidade e também devemos montar um estudo de como devemos utilizar nossas plataformas de modo mais seguro possível, e apresentar as propostas a ANAC para que possamos mostrar que somos um grupo organizado com intenções de regulamentação e que o FPV não tem só esse lado ruim que a matéria esta focando, e com a legalidade de forma justa e coesa, e com isso não sermos ilegais.

    Marcelo Camargo
    Participante
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    Trecho extraído de http://fpvbrasil.com.br/page/quem-somos

    “Nossa prioridade é orientar os praticantes, essencialmente os iniciantes, para o cumprimento da legislação vigente, na qual se enquadra cada uma das diversas modalidades e respectivas plataformas.”

    Tópico que discute questões de comportamento e segurança

    http://fpvbrasil.com.br/forum/topics/prioridades

    Espaço para discussão sobre legislação

    http://fpvbrasil.com.br/forum/topics/legislacao-para-fpv

    Amigos sou Fotógrafo e uso quadcoptero para capturar vídeos e fotos aéreas geralmente na zona rural da cidade.

    Antes do QUAD a única solução para fazer este tipo de imagens na minha região era por meio de para-motores, ultraleves ou utilização de aviões e helicópteros. Lógico nenhum destes meios de voar superar um QUAD em termos de qualidade de imagem.

    Agora pergunto a todos quais dos meios que oferece mais risco? por que para-motor, ultraleve, asa-delta pode voar livremente sobre a cidade sem controle de trafego aéreo e sem informar a minguem: Não tenho nada contra essas praticas de voo, eu mesmo já pratiquei parapente.

    Agora acho que o tempo de ficar na encolha e achar q ninguém esta nos vendo passou, está na hora de regulamentar e ter os mesmos direitos de voar livre com segurança.

    Exigir um brevê e uma classificação dentro da categoria, pois temos os mesmos direitos e deveres de usar o espaço aéreo como qualquer outra modalidade de voo. 

      

    O mesmo barco que se usa para pescar, utiliza-se para fins ilegais. A mesmo avião que seu utiliza para encurtar distancias, se utiliza para mata ou para centenas de atos ilícitos. 

    Qualquer pessoa mesmo esses fotografos, cinegrafistas, que vooam sobre shows, sobre multidões, tem total conhecimento dos riscos que expoem outras pessoas. Porem quando a palavra “COMERCIAL”, entra na jogada, as pessoas que são as mesmas que fazem as matérias jornalisticas como estas, são as mesmas que fazem qualquer coisa pra alcançar a imagem da capa, a filmagem que vai rodar nos principais jornais.

    Eu ainda não vi na mida, nenhum aeromodelo que caiu no meio de uma fazenda, ou ficou pendurando em uma arvore, porque voava em um reflorestamento, ou de algum que caiu no meio de uma obra. 

    A própria mida que se beneficia dos aeromodelos é a mesma que se expoe a imposição de uma regulamentação.

    Isso é dar tiro no proprio pé.

    Ainda iremos ler muitas materias de aeromodelos auxiliando pesquisadores, localizando pessoas em áreas de difícil acesso por bombeiros ou defesa civil. e tambem materias de celulares sendo levados para presídios, invasões a reality show, entre outras coisas.

    Vejo que a melhor coisa que temos a fazer é popularizar o “aeromodelo” e tentar banir as palavras Drone e VANT, que para muitas pessoas, trazem a imagem de guerra, uso militar, bombas…

    Se houver uma regulamentação que seja para prevalecer a segurança. Não acredito em restrições severas para nós que praticamos o aeromodelismo. Com nossos multirotores, planadores helicopteros e avioes.

    Na reportagem eles colocam as regras da ANAC. Muitas regras essas que eu acho ditatoriais, pq como eles mesmo dizem até o final do ano vão regulamentar o uso dos drones, e eu já estou vendo taxas para voar, cursos obrigatórios, taxas de licença pra vôo, avisar com antecedência onde vai ser o vôo (e se for no sítio do fulano ?)Limites etc.. vai perder a graça voar. Eu eu nem tenho um drone ainda.. Estava muito empolgado pra comprar o meu Phantom, e aposto que com depois dessas novas regulamentações vou ficar muito limitado aonde poderei voar. 

     

     

    Tire dúvidas sobre a regulação de drones no país

    * É proibida a exploração comercial de drones e o uso com fins econômicos
    * É proibido o voo em área urbana e cidades. Todo voo deve ser avisado antecipadamente à Aeronáutica
    * Todo aparelho precisa de certificação da Anac para voar. Não há critérios limites de peso e altura de voo
    * O processo de ceritificação é definido peloRegulamento Brasileiro da Aviação Civil (RBAC) n° 21 e aInstrução Suplementar 21-002
    * Autorizações especiais para operação de aeronave remotamente pilotada são concedidas caso a caso
    * Empresas ou pessoas que quiserem tirar dúvidas devem procurar a Anac pelo e-mail: rpas@anac.gov.br
    * Até o fim de 2013, a Anac fará uma regulação para uso de drones sem fins experimentais, como para uso policial ou de imagens aéreas. Haverá critérios de segurança e limites operacionais definidos.
    * As indústrias defendem o pleno voo de drones de até 2 quilos em uma altitude máxima de 150 metros
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